No segundo turno, o mapa das viagens também revela o mapa das prioridades.
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) retomam as agendas de rua com um desafio comum: ampliar a votação.
O roteiro de Flávio, começando por Rio de Janeiro e São Paulo, combina presença nas bases e articulação com aliados.
O encontro previsto com prefeitos paulistas, organizado pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo prefeito paulistano Ricardo Nunes, dá destaque ao apoio municipal.
A aposta é que essa rede ajude a transformar alianças políticas em mobilização de eleitores.
Lula, por sua vez, começa pelo Distrito Federal, com passagem prevista por Natal, ao lado de candidatos petistas aos governos locais.
A estratégia aproxima as disputas estaduais da corrida pelo Palácio do Planalto.
Para a próxima semana, o petista planeja visitar Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, onde precisa recuperar terreno.
Já Flávio avalia incursões pelo Nordeste, ainda sem datas definidas.
Os movimentos sugerem que ambos reconhecem a necessidade de buscar votos além dos próprios redutos.
Mas viajar e reunir apoiadores é apenas parte do trabalho.
O desafio maior será oferecer razões para conquistar quem escolheu outro candidato — ou sequer saiu de casa para votar.




