Entre o sol e o embarque

Senai Ceará faz parceria para estudar combustível de aviação que aproxima o Ceará de uma nova cadeia industrial, ainda dependente de viabilidade.

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O futuro da aviação pode passar pelo Ceará, mas há uma distância entre ter vento e sol e abastecer aeronaves. É nesse percurso que se insere o NedBraSAF, projeto que reúne SENAI Ceará, Porto do Pecém, Porto de Rotterdam e Green Energy Park.

A parceria, assinada nesta terça-feira (27), em Bruxelas, pretende ajudar a estruturar uma cadeia de combustível sustentável de aviação de origem sintética, o e-SAF. A proposta combina estudos técnicos e econômicos, logística portuária, avaliação de mercados e formação profissional.

O anúncio merece atenção pelo que se propõe a investigar. Antes de qualquer produção em escala, é preciso saber como integrar as etapas, quais custos estarão envolvidos e em que condições haverá compradores. Potencial energético precisa demonstrar viabilidade econômica.

O cofinanciamento da União Europeia e do Ministério Federal da Economia e Energia da Alemanha dá suporte ao trabalho. Ainda assim, a assinatura deve ser entendida como uma etapa de preparação, sem ser confundida com uma indústria já assegurada.

Há um ponto especialmente relevante para o estado: qualificar trabalhadores locais. Como observou Isabela Maciel, assessora do SENAI Ceará, “precisamos transformar esse potencial em conhecimento, capacidade tecnológica e pessoas qualificadas”.

Esse será um dos critérios para avaliar os resultados da iniciativa. Para o Ceará, o ganho será mais consistente se a futura cadeia também criar competências e oportunidades dentro do estado. A promessa começa a ganhar substância quando o conhecimento fica e o emprego chega.