A pauta da sustentabilidade deixou de ser discurso e passou a integrar o cotidiano das empresas que pensam o futuro da indústria. Foi esse o tom da conversa realizada na Feira da Indústria FIEC, que reuniu empresários, executivos e especialistas para discutir como a agenda ESG está mudando a forma de produzir e competir.
Mediado por Joaquim Rolim, gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIEC, o debate mostrou que a transformação já começa a ganhar escala no Ceará. Segundo ele, o programa de certificação ESG da Federação já reúne 33 empresas participantes, sendo dez classificadas com nota A. “Não basta dizer que a empresa é sustentável. É preciso demonstrar isso com indicadores e auditorias independentes”, destacou Alcileia Farias, gerente do Núcleo ESG da entidade.

A discussão também trouxe exemplos práticos. Marco Chagas, da AmazonTree, mostrou como a tecnologia tem ajudado a medir e monitorar áreas florestais na Amazônia. “Hoje conseguimos medir a biomassa em áreas de 16 por 16 metros e criar um inventário florestal digital com precisão”, explicou.
Do lado da indústria, Victor Praça, da Durametal, lembrou que muitas empresas já adotavam práticas ambientais antes mesmo da popularização da sigla ESG. “Hoje cerca de 85% da matéria-prima que utilizamos vem de sucata reciclada”, contou.
A mensagem final foi clara: quando sustentabilidade entra na estratégia das empresas, deixa de ser um projeto isolado e passa a orientar decisões de longo prazo.




