Estomaterapia: cuidado especializado devolve qualidade de vida a vítimas de queimaduras e feridas crônicas

O tratamento é, cada vez mais, um aliado invisível na recuperação de quem enfrenta feridas que vão além da pele.

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Foto: Divulgação 

Pouco conhecida do grande público, a estomaterapia é uma especialidade da enfermagem essencial para o tratamento de feridas complexas, como as causadas por queimaduras, úlceras venosas e lesões diabéticas. Só no Ceará, mais de 2.400 pessoas foram vítimas de queimaduras em 2024, segundo o Centro de Tratamento de Queimados em Fortaleza.

A estomaterapeuta Larissa Tavares destaca que “lesões na pele são uma questão de saúde pública” e exigem um cuidado especializado, muitas vezes com o uso de tecnologias avançadas. Uma delas é a terapia por pressão negativa, que cria um microambiente favorável à cicatrização ao sugar o excesso de líquidos da ferida.

“Essa pressão ajuda a formar novos vasos e acelera o processo de granulação, essencial para a cicatrização”, explica Larissa.

A profissional também chama atenção para os riscos em pacientes diabéticos, especialmente aqueles com perda de sensibilidade nos pés.

“Eles não percebem pequenos traumas, o que pode levar a úlceras crônicas com difícil cicatrização”, diz a estomaterapeuta.

No Ceará, cerca de 250 estomaterapeutas atuam nessa linha de frente, e o número tende a crescer com a chegada de novas tecnologias, como a da empresa cearense Health & Safe, que trouxe ao estado a tecnologia alemã Hartmann. O ciclo inicial do tratamento com pressão negativa dura em média 15 dias, com trocas a cada 72 horas.

Nesta quarta-feira, 26 de junho, Dia do Estomaterapeuta e também Dia Nacional de Prevenção do Diabetes, fica o alerta: o cuidado especializado faz toda a diferença. E a estomaterapia é, cada vez mais, uma aliada invisível na recuperação de quem enfrenta feridas que vão além da pele.