A abertura da Feira da Indústria, nesta segunda-feira (9), no Centro de Eventos do Ceará, reuniu empresários, estudantes, autoridades e representantes de diversos segmentos produtivos para discutir os caminhos da indústria cearense. O evento, promovido pela primeira vez por iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), segue até esta terça-feira (10) e reúne representantes de 39 setores industriais, com expectativa de receber mais de 100 mil visitantes ao longo da programação.
Ao abrir o encontro, o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, destacou que a iniciativa nasceu com a proposta de aproximar a indústria da sociedade e mostrar a dimensão do setor no estado. “Nenhuma nação se desenvolve sem uma indústria forte. Quando a indústria cresce, avançam a economia, a tecnologia e a qualidade de vida das pessoas”, afirmou.

O governador Elmano de Freitas ressaltou que o crescimento da indústria no Ceará nas últimas décadas mudou o perfil econômico do estado. Segundo ele, o número de empregos formais no setor passou de cerca de 120 mil para aproximadamente 390 mil trabalhadores. “Quando reunimos tudo isso, percebemos a dimensão do setor. Hoje o Ceará tem mais pessoas com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família, e isso também passa pela força da indústria”, disse.
O governador também apontou desafios estruturais para manter o ritmo de expansão, como logística, transmissão de energia e qualificação profissional. Segundo ele, investimentos recentes, a chegada do polo automotivo e projetos ligados à economia digital indicam uma nova fase da indústria local.

Para Cavalcante, a feira funciona como um retrato desse momento de transformação. “Esta feira é uma demonstração concreta da confiança no futuro e da capacidade de inovação da indústria cearense”, afirmou.
Também presente no evento, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, reforçou o papel indutor do Estado. “Não podemos perder de vista que os fundos devem ser usados para reter a qualificação da mão de obra, as vantagens competitivas inerentes de cada região e, mais do que isso, compensar as desvantagens competitivas que nós temos em relação aos centros consumidores do país”, afirmou.





