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A Academia Cearense de Letras (ACL) empossa, nesta terça-feira (1º), a escritora e atriz Fernanda Quinderé como a mais nova integrante de seu quadro de imortais. A solenidade, marcada para as 19 horas no Palácio da Luz, em Fortaleza, será conduzida pelo poeta Juarez Leitão, que fará a saudação oficial à nova ocupante da cadeira 23, patrocinada por Juvenal Galeno. Ela sucede o poeta Luciano Maia, que renunciou..
Fernanda Quinderé, nascida no Rio de Janeiro, é um nome consolidado no meio artístico e literário cearense, com trajetória reconhecida nacionalmente. Radicada no Ceará há décadas, a escritora se destacou tanto no teatro quanto na literatura, acumulando prêmios e honrarias ao longo de sua carreira. Detentora dos títulos de Cidadã Cearense e Cidadã de Fortaleza, concedidos pela Assembleia Legislativa do Ceará e pela Câmara Municipal de Fortaleza, respectivamente, a nova imortal também faz parte da Academia Fortalezense de Letras e da Academia de Letras e Artes do Nordeste.
Atriz de formação, Quinderé representou o Ceará em festivais de teatro pelo Brasil e foi laureada com o Prêmio de Melhor Atriz do Norte e Nordeste pelo espetáculo “Nós as Testemunhas”, de Eduardo Campos, durante o III Festival Nortista de Teatro Amador, em Maceió. Atuou em peças, novelas e filmes e, ao retornar ao Rio de Janeiro, integrou equipes diretivas de projetos culturais. Em Fortaleza, assumiu a direção artística do Theatro José de Alencar e apresentou um programa de entrevistas na TV Diário por mais de uma década.
Como escritora, Fernanda Quinderé publicou obras que passeiam entre a ficção, crônicas e biografias, sempre explorando temas diversos e trazendo um olhar apurado sobre personagens históricos e culturais. Entre seus livros, destacam-se “Padre Quinderé: o Apóstolo da Alegria”, “Mulher Azul” e “Bodas da Solidão – Um Olhar Azul para Luiz Eça”. Recentemente, coordenou uma coleção comemorativa de 21 livros alusivos ao centenário do Theatro José de Alencar, marco arquitetônico e cultural de Fortaleza.
Sua presença na ACL reforça a representatividade feminina na instituição, que conta com apenas seis mulheres entre os 40 membros efetivos.
A sessão de posse será restrita a convidados e membros da ACL, mas promete ser um momento emblemático para a cultura cearense, não apenas por celebrar a memória e o legado da cadeira que Fernanda passa a ocupar, mas também por reconhecer a contribuição significativa da nova acadêmica para a literatura e o teatro do Estado.




