Fernando Santana, o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as recorrentes denúncias envolvendo a Enel Distribuição Ceará, anunciou sua intenção de liderar uma comitiva para visitar o estado vizinho, Piauí. A missão tem como objetivo principal avaliar a viabilidade de uma possível aquisição da empresa, caso ela venha a ser posta à venda.
O deputado tem expressado suas preocupações com a atual situação da Enel no Ceará, destacando a importância de ouvir todas as informações coletadas durante a CPI. As alegações de má gestão e irregularidades têm se multiplicado nas últimas semanas, alimentando a necessidade de ação decisiva.
“Nosso estado não pode mais conviver com a Enel da forma como está operando. Denúncias continuam a surgir a cada semana, e não podemos mais ignorar essa situação insustentável”, afirmou Fernando Santana. “Um exemplo recente é o caso dos funcionários que prestaram serviços à empresa. Mais de mil deles foram demitidos, com salários atrasados por mais de três anos. Enquanto isso, a Enel continua a recorrer, deixando essas famílias em uma situação crítica. Já acumulamos um conjunto de evidências robustas que, comprovadas, só nos deixam com duas alternativas: ou a Enel muda sua postura ou sairá do Ceará”, completou o deputado.
A possível visita à Enel Piauí será um passo crucial no processo de avaliação da empresa que opera na região vizinha. Esta ação é motivada pelo fato de que a Enel é uma empresa multinacional que presta serviços de energia em diversas localidades ao redor do mundo, e uma eventual decisão de venda no Ceará pode influenciar outras operações em estados vizinhos, como o Piauí.
A Enel Distribuição Ceará tem sido alvo de críticas contundentes por parte de consumidores, legisladores e órgãos de controle, devido a problemas como interrupções constantes no fornecimento de energia, aumento nas tarifas e falta de investimentos em infraestrutura. A insatisfação da população cearense tem crescido à medida que as alegações de má conduta da empresa se acumulam.




