Fotos: Laura Guerreiro
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) deu mais um passo na consolidação de sua parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das instituições acadêmicas mais prestigiadas do mundo. Em reunião na Casa da Indústria, o diretor do Programa de Ligação Industrial (ILP) do MIT, Yuri Ramos, esteve em Fortaleza para discutir os rumos da cooperação e explorar novas frentes de atuação.
Firmada há dois anos, a parceria já resultou em 22 projetos desenvolvidos em conjunto com as casas SESI, SENAI, IEL e o Observatório da Indústria. As iniciativas têm como foco o desenvolvimento de soluções em áreas como inteligência artificial, transformação digital e governança tecnológica, com o objetivo de aproximar conhecimento acadêmico e demandas reais do setor produtivo.
Durante o encontro, o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, destacou a importância de manter o Ceará conectado ao que há de mais avançado no mundo.
“Vivemos um momento de transformação acelerada. Estar próximo de instituições como o MIT nos ajuda a planejar com mais segurança o futuro industrial do nosso Estado”, afirmou.
O diretor do ILP, Yuri Ramos, por sua vez, destacou o pioneirismo da FIEC.
“O Ceará foi a primeira federação das indústrias do Brasil a aderir ao nosso programa. Isso nos impôs desafios e nos ofereceu aprendizados. Cada estado tem uma realidade distinta e, nesses dois anos, construímos uma base sólida de entendimento mútuo”, explicou.

A reunião contou com a participação de representantes das entidades que operam os projetos em parceria com o MIT, como o IEL, SESI e SENAI, além de técnicos e gestores envolvidos diretamente na articulação com os especialistas da universidade norte-americana.
“Nosso desafio é transformar conhecimento em soluções reais para a indústria e para a sociedade”, afirmou a superintendente do IEL Ceará, Dana Nunes, que conduziu o encontro.
A expectativa, segundo os representantes do Sistema FIEC, é que a parceria com o MIT continue crescendo, inclusive com a possibilidade de articulações com outros centros de excelência da região de Boston. Para o diretor regional do SENAI e superintendente do SESI Ceará, Paulo André Holanda, os resultados já alcançados mostram que o intercâmbio pode ir ainda mais longe.
“Há dois anos, havia dúvidas. Hoje, temos certeza de que é possível trazer o melhor do mundo para dentro do nosso Estado, com confiança e visão de futuro”, concluiu.




