Foto: Ascom/FIEC
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) firmou, nesta segunda-feira (16), um convênio com o Instituto Amazônia+21 para expandir a chamada Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS) para o bioma da Caatinga, região que cobre boa parte do semiárido nordestino. A iniciativa, que teve origem na Amazônia Legal, busca agora replicar na Caatinga um modelo de financiamento que integra capital privado, filantrópico e público para fomentar projetos de impacto socioambiental.
O acordo foi assinado durante evento que reuniu representantes das federações de indústrias do Nordeste e da região Norte. Além do presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, participaram da assinatura os presidentes da Associação Nordeste Forte e da FIEPB, Cassiano Pereira; da FIERO, Marcelo Thomé; e da FIEPE, Bruno Veloso.
A proposta é clara: criar um ambiente estruturado para atrair investimentos sustentáveis em setores estratégicos para o semiárido, como bioeconomia, energias renováveis, agroecologia e turismo. O modelo adotado é o de blended finance, uma abordagem que combina diferentes fontes de recursos para reduzir riscos e aumentar a atratividade de projetos sustentáveis para investidores privados.
Marcelo Thomé, que também preside o Instituto Amazônia+21, destacou o alcance da nova etapa.
“A expansão da FAIS para a Caatinga é um marco para o desenvolvimento territorial integrado, unindo preservação e crescimento econômico”.
A Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, enfrenta há décadas desafios relacionados à desertificação, pobreza e escassez hídrica. No entanto, especialistas apontam que a região possui grande potencial econômico, especialmente se bem explorada sob a ótica da sustentabilidade e da inovação.
A expectativa dos envolvidos é que, com a nova fase da FAIS, projetos sustentáveis ganhem escala e impacto, gerando emprego, renda e conservação ambiental. A iniciativa se alinha à crescente demanda global por soluções que conciliem desenvolvimento e responsabilidade ambiental.




