Foto: Carlos Gibaja
Em meio à disputa antecipada pelas duas vagas ao Senado nas eleições de 2026, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), reforçou nesta segunda-feira (16) que a construção da chapa majoritária do campo governista deve ser feita de forma compartilhada com os partidos aliados.
“Nós temos um arco de aliança que todos têm direito de reivindicar seus espaços, é natural na política”, afirmou Camilo durante o Seminário dos Gestores Públicos, em Fortaleza.
O ministro evitou cravar qualquer decisão sobre as candidaturas, mas indicou que o debate será ampliado.
“Defendo que quanto mais a gente puder democratizar e ter acesso na composição, nós vamos fazer. Mas vamos tratar isso no momento certo”.
Questionado se isso significaria que o PT pode abrir mão de uma das vagas ao Senado, Camilo desconversou.
“Isso significa qualquer coisa. Significa que nós vamos discutir. Repito, não existe projeto pessoal de ninguém”.
Camilo também reiterou que, na atual configuração, apenas o governador Elmano de Freitas (PT) e o senador Cid Gomes (PSB) teriam direito à reeleição.
“O governador Elmano está no cargo, tem o direito de ir para reeleição. E o senador Cid que está no cargo. O senador Cid tem dito que não quer, vamos discutindo isso e definir quem serão os representantes que vão compor essa chapa”, declarou.
As falas do ministro reforçam o que ele já havia sinalizado no início de junho: o processo de definição será coletivo.
“Nós vamos discutir com nossos aliados, são vários partidos aliados, os partidos têm direito também a ocupar espaço na chapa majoritária”, disse na ocasião.
A defesa do equilíbrio na formação da chapa também foi feita por Cid Gomes, que destacou.
“Se o PT já tem o Governo do Estado, é razoável que mais partidos sejam contemplados. Que participem na chapa com outras posições”.
Apesar do tom conciliador, o deputado federal José Guimarães (PT) tem reafirmado sua disposição de disputar uma vaga no Senado. No último sábado (14), durante Plenária do PT no Sertão Central, ele foi enfático.
“Sou pré-candidato a senador! Não vou recuar. Já recuei várias vezes em outros momentos, a pedido do Cid e do Camilo. A hora é essa, democraticamente”, afirmou o petista.
A disputa por espaço promete esquentar os bastidores da base aliada, que busca manter a unidade sem sufocar as pretensões internas.




