O Ceará segue consolidando seu lugar no mapa da nova economia energética — e não apenas como promessa. No lançamento da Agenda Estratégica 2026 da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), em Brasília, a FIEC apareceu entre as vozes ouvidas com atenção, refletindo o peso que o estado já conquistou nesse debate.
Não é por acaso. Mais da metade dos projetos de hidrogênio verde em estágio avançado no país está em território cearense, com previsão de R$ 53 bilhões em investimentos. O potencial vai além da energia: projeta impacto de R$ 120 bilhões no PIB e a criação de 39 mil empregos, segundo dados apresentados no evento.
Representando a federação, Joaquim Rolim destacou que a agenda aponta caminhos concretos — do marco legal ao financiamento — para transformar o H2V em cadeia produtiva real, e não apenas conceito. “É uma nova fronteira energética que exige indução de demanda e segurança regulatória”, resumiu.
O recado em Brasília foi claro: o Brasil tem oportunidade de reposicionamento global, mas precisa acelerar decisões. E, nesse cenário, o Nordeste — especialmente o Ceará — já largou na frente, reunindo condições naturais, projetos estruturados e articulação institucional.
Se a transição energética é inevitável, a disputa agora é por protagonismo. E o Ceará, pelo que se vê, decidiu não esperar.




