A educação inclusiva não se resume a garantir a matrícula. Exige professores preparados, acessibilidade, equipes multidisciplinares e condições para que todos os estudantes participem efetivamente da vida escolar. Esse foi o eixo do 4º Seminário Internacional de Educação Inclusiva do SESI, realizado nesta quinta-feira (30), em Fortaleza.
O encontro reuniu mais de 600 participantes presenciais, além do público on-line, para discutir experiências e soluções aplicadas em diferentes estados. A programação aproximou gestores e educadores em torno de temas como inovação, formação profissional e práticas pedagógicas inclusivas.
Na abertura, o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, afirmou que a escola precisa oferecer mais do que conteúdo. “Garantir que cada estudante encontre na escola não apenas conhecimento, mas também pertencimento, oportunidades e dignidade é um compromisso permanente”, disse.
O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Júnior, destacou que a inclusão deve alcançar toda a sociedade. “Nosso objetivo é que esse conhecimento ultrapasse os muros da escola”, ressaltou.
Durante o evento, também ganhou destaque a expansão da rede de educação básica do SESI Ceará. Desde 2019, o número de escolas passou de uma para sete, enquanto o total de estudantes saltou de aproximadamente 950 para mais de 8.500. O avanço amplia também o desafio: fazer o crescimento das matrículas caminhar ao lado da qualidade, da acessibilidade e do respeito às diferenças.





