Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O mês de junho registrou deflação, com uma queda nos preços em comparação com maio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em -0,08%. Essa é a primeira vez no ano que a inflação fica abaixo de zero e o menor resultado para um mês de junho desde 2017, quando o índice foi de -0,23%.
O resultado divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (11) representa o quarto mês consecutivo em que a inflação perde força. No acumulado do ano, o IPCA soma 2,87%, e nos últimos 12 meses, 3,16%, abaixo dos 3,94% observados no período anterior.
Os grupos alimentação e bebidas (-0,66%) e transportes (-0,41%) foram os principais responsáveis pela deflação em junho. Esses grupos têm uma influência significativa na cesta de consumo das famílias, representando cerca de 42% do IPCA.
No segmento de alimentação e bebidas, destacaram-se as quedas nos preços dos alimentos em casa, como óleo de soja (-8,96%), frutas (-3,38%), leite longa vida (-2,68%) e carnes (-2,10%). Já os custos da alimentação fora de casa tiveram um aumento mais moderado em relação ao mês anterior.
No setor de transportes, a redução nos preços foi motivada pela queda nos valores dos automóveis novos (-2,76%) e usados (-0,93%), influenciada pelo programa de descontos para a compra de veículos novos lançado pelo governo federal em junho.
Por outro lado, o grupo habitação apresentou uma contribuição para a inflação, com destaque para o aumento nos preços da energia elétrica residencial e taxa de água e esgoto.
O resultado também foi acompanhado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou uma queda de 0,10% em junho, acumulando 3% nos últimos 12 meses.
Esses números demonstram um cenário de desaceleração dos preços e podem indicar uma influência positiva no poder de compra dos consumidores, principalmente nos setores de alimentos e transporte. No entanto, é importante monitorar o comportamento dos preços nos próximos meses para avaliar a tendência da inflação no país.
*Com informações da Agência Brasil




