Uma equipe do Banco Mundial visitou, na Praia do Futuro, em Fortaleza, as instalações das empresas de cabos submarinos Cirion e Telxius, responsáveis por conectar o Brasil a outros continentes por meio de redes de fibra óptica que trafegam dados em alta velocidade pelo fundo do mar.
A agenda marcou a primeira viagem oficial ao país de Michel Kerf, diretor regional de Transformação Digital do Banco Mundial para América Latina, Caribe, Europa e Ásia Central. O objetivo foi entender, na prática, como a infraestrutura digital instalada no Ceará pode apoiar políticas públicas de inovação e desenvolvimento econômico.
Durante a visita, os técnicos percorreram salas de controle, sistemas de energia, baterias e os pontos onde chegam os cabos internacionais. É essa estrutura que mantém a internet funcionando entre países e sustenta serviços como nuvem, data centers, operações financeiras e plataformas digitais.
“Valeu para entender melhor como funciona uma empresa de cabo submarino no Brasil. Esse tipo de infraestrutura é essencial para uma economia produtiva, gera empregos qualificados e ajuda a ampliar o acesso à tecnologia de forma mais inclusiva”, afirmou Kerf.
A comitiva contou ainda com especialistas do Banco Mundial, representantes do governo de Santa Catarina e dirigentes da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), estatal responsável pelo Cinturão Digital. Para o presidente da Etice, Hugo Figueirêdo, a presença dos cabos atrai novos investimentos. “Eles fortalecem a economia digital e estimulam outros setores, como os data centers já instalados no Estado.”
A Cirion informou que escolheu Fortaleza ainda nos anos 2000 pela posição geográfica estratégica, mais próxima da Europa e da América do Norte, o que reduz o tempo de transmissão de dados.
Ao fim do percurso técnico, a constatação foi simples: por trás da internet rápida que chega ao usuário comum, existe uma infraestrutura complexa — e é ela que pode definir onde empresas de tecnologia, serviços digitais e novos negócios vão se instalar.




