Inquérito sobre câmeras em apartamento da deputada Dayany conclui: Dispositivos não tinham intenção de espioná-la

Investigação revela motivação anterior e levanta questões sobre acesso remoto às imagens.
Deputada federal Dayany Bittencourt (União Brasil-CE)

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Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O inquérito conduzido para investigar as câmeras encontradas no apartamento da deputada federal cearense Dayany Bittencourt (União BR) concluiu que a instalação desses dispositivos não tinha o objetivo de espioná-la. Segundo as considerações finais do inquérito, as câmeras foram colocadas no apartamento anteriormente à locação pela parlamentar, descartando assim a suspeita de que ela fosse o alvo da ação. O antigo proprietário do imóvel, um dentista, admitiu ter instalado as câmeras devido a suspeitas de roubo por parte da camareira. No entanto, ele afirmou nunca ter aprendido a acessar o sistema corretamente, o que fez com que as câmeras não cumprissem sua finalidade.

A atual proprietária do apartamento afirmou não se lembrar se foi informada sobre a existência das câmeras pelo proprietário anterior. As câmeras estavam localizadas em pontos estratégicos, como no quarto (de frente para a cama), no armário, na sala e na cozinha, mas a perícia não conseguiu determinar para onde a quarta câmera estava apontada devido à lente escurecida. Não há evidências de que as imagens tenham sido acessadas, e a mulher que atualmente aluga o apartamento acredita que o antigo proprietário não teria acesso a elas.

O laudo pericial da Polícia Civil do Distrito Federal revelou que as imagens gravadas pelas câmeras são rápidas e intermitentes, dificultando sua análise. Dayany levantou a hipótese de ter sido alvo de violação de domicílio, sugerindo possível motivação política devido às atividades de seu marido, Capitão Wagner, contra o crime organizado no Ceará.

A deputada expressou sua contrariedade com o resultado da investigação, ressaltando a falta de punição para os responsáveis. A questão sobre o acesso e a captura das imagens ainda aguarda conclusão da perícia do DVR apreendido, que determinará se as imagens foram acessadas remotamente. As autoridades competentes da Câmara dos Deputados foram informadas sobre o caso, e a equipe de Dayany está tomando medidas legais para investigar e processar os responsáveis pelo ocorrido. Até o momento, não houve manifestação pública do presidente da Câmara, Arthur Lira, sobre o assunto.