Foto: Eri Nunes
Izolda Cela, secretária-executiva e segunda figura mais proeminente do Ministério da Educação, mantém uma parceria duradoura com o ministro da Pasta, Camilo Santana. A história os uniu durante mais de sete anos, quando ela ocupou o cargo de vice-governadora, sucedendo-o posteriormente. Contudo, foi involuntariamente o epicentro de uma discórdia que desmantelou a aliança entre PDT e PT nas eleições de 2022.
O Diretório Estadual pedetista indicou Roberto Cláudio como candidato, enquanto Camilo, apoiado veladamente por Cid Gomes, insistia na reeleição de Izolda. A falta de acordo levou Izolda a deixar o PDT, e o PT lançou Elmano de Freitas, que venceu a eleição no primeiro turno. A derrota fragmentou o PDT a ponto de os irmãos Cid e Ciro Gomes não conseguirem mais se entender.
Sem espaço no partido, Cid encaminha sua mudança para o PSB, com uma filiação marcada para o próximo domingo (04), em um evento suntuoso no Marina Park Hotel. Ele planeja levar consigo cerca de 40 prefeitos e diversas lideranças, incluindo Izolda Cela. Esta última afirma que sua intenção é apenas a filiação, sem planos imediatos para disputar cargos. No entanto, como ignorar o potencial desse nome em meio a uma eleição onde forças políticas – tanto tradicionais quanto emergentes – buscam afirmar-se no novo cenário?
Assim, não é surpreendente que o nome de Izolda figure proeminente nas especulações políticas. Inicialmente, ela é cogitada como possível candidata em Caucaia, onde o prefeito Vitor Valim, também do PSB, desistiu da reeleição, e em Sobral, sua terra natal, onde o prefeito Ivo Gomes, irmão de Cid, não apresenta um sucessor natural. Embora Izolda afirme sua preferência por permanecer no Ministério da Educação, será que resistirá a um chamado de Cid e Camilo? O tempo nos dirá.




