A sexta-feira (20) trouxe um movimento político que ajuda a redesenhar o tabuleiro de 2026 no Ceará. Em postagem nas redes sociais, a vice-governadora Jade Romero anunciou sua ida para a Federação União Progressista, falando em “somar” e reforçar o projeto liderado por Elmano de Freitas. A sinalização é clara: mais do que mudança partidária, trata-se de reposicionamento estratégico dentro da base governista.
O gesto tem efeito imediato. No MDB, abre espaço para Eunício Oliveira consolidar seu caminho rumo ao Senado como nome da legenda na chapa governista. Ao mesmo tempo, a eventual repetição da dobradinha Elmano-Jade já garantiria à Federação União Progressista protagonismo na majoritária.
O problema — ou desafio — continua sendo a outra vaga ao Senado. Camilo Santana mantém a preferência pela recondução de Cid Gomes, enquanto José Guimarães insiste na própria candidatura. No entorno, Chiquinho Feitosa (Republicanos) segue como alternativa, aguardando brechas.
Nos bastidores, o movimento de Jade também pressiona o xadrez da oposição. Caso o comando estadual da federação migre para a órbita de Moses Rodrigues, a tendência é de alinhamento com o governo — o que reduziria o espaço de Ciro Gomes (PSDB), que conta com a estrutura (verbas de campanha e tempo de TV) da federação para sustentar seu projeto.
No fim das contas, a fala de Jade sobre “união pelo Ceará” traduz bem o momento: a base aliada cresce, mas também aumenta o grau de complexidade. Montar uma chapa que acomode tantos interesses será menos sobre força política e mais sobre capacidade de negociação. E isso, como se sabe, nunca é simples.
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Um post compartilhado por Jade Romero Paz | Vice-governadora do Ceará (@jaderomero)




