A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, anunciou o retorno ao Partido dos Trabalhadores (PT) após 13 anos afastada. A decisão foi divulgada em suas redes sociais e ocorre em meio a rearranjos políticos que antecedem as eleições de 2026.
Na publicação, Jade destacou o simbolismo da volta à sigla. “Ninguém vai parar a luta de uma mulher! Informo com muita alegria, após treze anos, o meu retorno ao Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras”, escreveu. Segundo ela, o retorno atende a um convite de lideranças como Lula, Elmano de Freitas, Camilo Santana e Evandro Leitão, com o objetivo de fortalecer um projeto político comum.
A mudança de rota acontece poucos dias após a vice-governadora ter sinalizado saída do MDB com destino ao União Brasil. O cenário, no entanto, foi alterado após a federação União Progressista definir o comando estadual sob liderança do ex-deputado Capitão Wagner, um dos principais nomes da oposição no Ceará. O novo arranjo esvaziou a possibilidade de alinhamento político de Jade dentro da federação.
No retorno ao PT, Jade resgata a própria trajetória. “Retorno com o mesmo sentimento de quando me filiei pela primeira vez, aos 15 anos”, afirmou, ao lembrar sua militância inicial no início dos anos 2000. A vice-governadora também reforçou a visão de que a política deve ser instrumento de transformação social.
Nos bastidores, a filiação é interpretada como movimento estratégico. Integrada à base governista, Jade tende a ganhar protagonismo na composição da chapa de 2026 e é apontada como provável candidata à Câmara dos Deputados. A definição oficial, contudo, deve ocorrer apenas no período de convenções partidárias.
A volta de Jade ao PT reposiciona a vice-governadora no centro das articulações políticas do estado, em um momento de reorganização das forças partidárias e de intensificação das disputas para o próximo ciclo eleitoral.




