Justiça rejeita pedido de André Fernandes para retirar propaganda polêmica

Decisão aponta que críticas na campanha de Wagner são baseadas em fatos noticiados e não distorcem o contexto.
André Fernandes e Capitão Wagner

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Foto: Divulgação/Candidatos

A Justiça Eleitoral negou o pedido do candidato André Fernandes (PL) para retirar do ar uma propaganda eleitoral que exibia seu histórico de declarações controversas. A peça, veiculada pela campanha de Capitão Wagner (União Brasil), destaca falas e posicionamentos de Fernandes, criticando sua postura em relação a temas polêmicos, como pedofilia. Fernandes havia solicitado que o conteúdo fosse retirado, alegando distorção de suas falas.

Na decisão, a Justiça afirmou que as informações usadas na propaganda foram baseadas em notícias comprovadas, publicadas pela imprensa, e que não houve manipulação dos fatos. O conteúdo, segundo o Tribunal, faz parte do debate político legítimo e a análise das falas não distorceu o contexto original. As falas destacadas já foram amplamente divulgadas, muitas ainda disponíveis online.

O Tribunal ressaltou que, apesar das críticas contundentes, a propaganda não incita o eleitorado a associar Fernandes diretamente a crimes como pedofilia. A peça publicitária, segundo a decisão, questiona a recorrência de justificativas e mudanças de posicionamento do candidato em temas sensíveis, sem recorrer a informações falsas. Dessa forma, ficou claro que a Justiça não identificou nas imagens ou na narração a intenção de difamar ou caluniar Fernandes, mas sim promover um embate político típico das campanhas eleitorais.

Ainda de acordo com a decisão, cabe ao próprio ambiente eleitoral a tarefa de debater e responder às críticas e questionamentos que surgem durante a campanha, sem a intervenção do Judiciário, que não deve atuar como moderador das narrativas políticas. A liminar, portanto, foi negada, mantendo a veiculação da propaganda.

Essa decisão exemplifica a linha tênue que separa a liberdade de expressão nas campanhas eleitorais e a tentativa de controlar o debate público, sobretudo quando há uma confrontação de opiniões e posturas.

Clique aqui e leia a decisão da Justiça Eleitoral.