Kátia Freitas abre o álbum da memória — e o Ceará canta junto

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Trinta anos depois do disco “K” iluminar a cena musical cearense, Kátia Freitas volta ao palco para revisitar — e reinventar — a própria história. Os dois shows desta quinta (27) e sábado (29), no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza, esgotaram rapidamente, e a casa abriu sessão extra para quarta-feira, 3 de dezembro, com ingressos gratuitos na plataforma Outgo a partir desta quinta. A demanda fala por si: há canções que não envelhecem, apenas ganham mais fôlego.

No retorno ao “K”, o público reencontra “Coca-colas e iguarias”, “Anjos”, “Um qualquer” e “Notícias boas”, faixas que marcaram os anos 90 e seguem em rotação afetiva. No palco, Kátia divide a cena com músicos que fazem parte da sua própria trajetória, caso de Edmundo Júnior, presente desde as gravações originais.

A celebração também se expande pelos corredores do Banco do Nordeste Cultural, onde a exposição “A Palavra e o Som” segue até 29/11. Curada por Régis Amora e pela própria artista, a mostra percorre infância, parcerias, discos, palcos e memórias — e rende homenagem a Cristiano Pinho, parceiro de vida e de música.

É como se Kátia abrisse o caderno de rascunhos para mostrar que, por trás das canções, há uma história inteira pulsando. E o público, fiel desde os anos 90, parece querer abrir esse caderno junto com ela.