Foto: Paulo César Norões
As tuneladoras responsáveis pela abertura dos túneis da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, também conhecidas como “tatuzões”, estão atualmente paradas, desde 2021. Uma delas está localizada exatamente a 34 metros abaixo do piso da Catedral Metropolitana, enquanto a outra está próxima. Na manhã desta segunda-feira (29), a Secretaria de Infraestrutura conduziu uma visita ao canteiro de obras para jornalistas, incluindo este colunista, para verificar o progresso da construção.
Segundo a secretária Executiva de Logística e Obras da Seinfra, engenheira Liana Fujita, as tuneladoras começaram a ser reparadas em novembro do ano passado, após o governo do Estado repactuar o contrato com o consórcio FTS. Mais de 100 trabalhadores estão dedicados a colocar as máquinas gigantescas novamente em operação, com previsão de que uma delas volte a funcionar a partir de junho e a outra no mês seguinte.
Liana Fujita afirmou que a primeira fase da Linha Leste, ligando o Centro ao Papicu, deverá ser concluída até 31 de dezembro de 2026. Para isso, a Seinfra conta com recursos consideráveis, incluindo R$ 1 bilhão emprestados pelo BNDES, R$ 600 milhões do Orçamento Geral da União e outros investimentos. Além da escavação dos túneis, a expansão da estação Chico da Silva, que atualmente serve à Linha Sul, e a construção das estações Colégio Militar, Nunes Valente e Papicu fazem parte dos trabalhos.
A secretária destacou o empenho do governador Elmano de Freitas, do secretário da Casa Civil, Max Quintino, e do secretário de Infraestrutura, Antônio Ney de Souza, para dar continuidade à obra. Também mencionou que o governo estadual está em contato com o Ministério das Cidades para reincluir no projeto três estações – Sé, Praça Luiza Távora e Leonardo Mota – originalmente excluídas da Fase 1, e para desenvolver a Fase 2 da Linha Leste, conectando a estação do Papicu ao Fórum Clóvis Bevilaqua.




