Na manhã desta segunda, 17 de junho, Dia Mundial de Combate à Desertificação, o governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA), realizou a abertura do Seminário “Ceará pelo Clima”, no Centro de Eventos do Ceará. O evento teve a presença do governador Elmano de Freitas; da secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Vilma Freire; do presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão; além de diversos secretários de Estado, parlamentares, ambientalistas, empresários, representantes de entidades públicas e privadas, estudantes e Agentes Jovens Ambientais (AJAs).
Na abertura dos trabalhos, houve um minuto de silêncio em homenagem ao ex-deputado e conselheiro do TCE Alexandre Figueiredo. Na sequência, a execução do hino nacional brasileiro interpretado pelo violeiro Pereira da Viola, seguido do hino do Ceará. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, cancelou sua vinda de última hora, mas enviou um vídeo saudando os participantes do Seminário.

Na fala inicial, Vilma Freire chamou ao palco as também secretárias de Estado Zelma Madeira, da Igualdade Racial; e Juliana Alves, dos Povos Indígenas, lembrando do contexto do evento: Desenvolvimento, Sustentabilidade e Justiça Social. “São secretarias que trabalham em conjunto. Foi fundamental a retomada do debate sobre o meio ambiente pelo presidente Lula, após quatro anos de abandono do setor. A SEMA está trabalhando em parceria com o governo federal e com a sociedade para trazer para o Ceará as melhores práticas para efetivar o combate as mudanças climáticas, porque o Estado, sozinho, não conseguirá realizar esta tarefa”, afirmou.

Evandro Leitão, por sua vez, em seu discurso, ressaltou o papel do Comitê de Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa, “pautado em três eixos: transparência, humanização e socioambiental, de forma a inserir o parlamento nesse debate tão importante como é a questão das mudanças climáticas”.

O governador Elmano encerrou os pronunciamentos. De início, saudou ambientalistas, cientistas, povos indígenas e chamou ao palco dois jovens do AJA “para deixar claro que a juventude manda neste mandato”. Ele lembrou que é o autor da lei que criou o Junho Ambiental, citando o técnico da SEMA Genário Azevedo e o ex-secretário Artur Bruno por terem dado a ideia. “Não podemos sustentar o discurso do lucro. Queremos vida e vida em abundância para todas as pessoas.
Isso significa desenvolvimento dentro de um padrão sustentável e com geração de emprego e renda para os cearenses.
Estamos estabelecendo uma mudança de paradigma: vamos multar quem não respeita o meio ambiente e usar o recurso pra ampliar nossas políticas ambientais, e vamos remunerar quem preserva, por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Já assinamos 37 protocolos para produção de Hidrogênio Verde e o objetivo é que o Ceará chegue a um milhão de toneladas ano até 2030, fazendo a transição energética. Outro programa, o Renda do Sol, vai permitir que o Estado compre a energia solar produzida pelas pequenas comunidades”, anunciou.
A solenidade foi encerrada com a apresentação do um coral infantil no indígena.

O Seminário “Ceará pelo Clima” prossegue até terça (18) e tem o objetivo de reunir os mais diversos públicos em dois dias para refletir, sob diversos olhares, acerca da questão das alterações do clima, seus impactos, soluções e esforços colaborativos, visando à construção de uma agenda comum. No mesmo contexto, será discutida a transição energética e a justiça social. O evento possibilitará a definição de ações práticas e parcerias no âmbito local e regional.




