Fortaleza entrou no radar de investidores e lideranças empresariais ao sediar mais uma edição do Road Show NEEX, iniciativa da EXAME voltada a empresas em crescimento. O encontro reforçou uma percepção que vem se consolidando: o Ceará deixou de ser apenas um mercado regional para ocupar posição estratégica na nova economia.
Durante o painel sobre a força econômica do estado, o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, destacou que o crescimento local não se apoia em um único setor. “Nós temos uma indústria tradicional, têxtil, de alimentos, além de exportações como castanha de caju e pescado”, afirmou, ao lembrar a diversificação produtiva construída ao longo das últimas décadas.
Esse avanço também aparece nos números do comércio exterior, que saltou de 147 produtos exportados em 1990 para mais de 1.700 atualmente. Para além dos dados, o diferencial competitivo passa pela infraestrutura: “Fortaleza está entre as cidades mais conectadas do mundo”, ressaltou, citando a presença de cabos submarinos e a baixa latência como ativos estratégicos.

O debate ganhou dimensão global ao tratar da energia como eixo central da economia contemporânea. Nesse cenário, o estado aposta em projetos de hidrogênio verde e na atração de data centers, que já movimentam bilhões em investimentos e tendem a consolidar uma nova cadeia produtiva no território cearense.
Ao mesmo tempo, o avanço traz desafios. A demanda por mão de obra qualificada cresce na mesma velocidade dos investimentos, exigindo respostas rápidas de formação profissional. Ainda assim, o ambiente de negócios segue aquecido, com forte presença de pequenas e médias empresas, apontadas como protagonistas na nova fase de expansão.
No conjunto, o evento sinaliza mais do que um momento positivo. Indica uma transição: o Ceará se reposiciona como plataforma de integração entre energia limpa, conectividade digital e produção industrial, ampliando seu papel no cenário nacional e internacional.




