O Ceará pode trocar de posição no centro das decisões do governo Lula. Na montagem da equipe para o quarto mandato, Camilo Santana aparece como favorito à Casa Civil, enquanto José Guimarães é citado entre os possíveis integrantes de saída. As movimentações, relatadas pela jornalista Vera Rosa, em reportagem no jornal O Estado de São Paulo, ainda dependem de definição presidencial.
Ex-governador e ex-ministro da Educação, Camilo é apresentado como candidato a “capitão do time”. A eventual escolha colocaria um cearense na coordenação do governo, com influência sobre prioridades e a execução de políticas públicas. Mas o cenário permanece aberto: Fernando Haddad também aparece nas conversas sobre a pasta.
Já Guimarães, responsável pela Secretaria de Relações Institucionais, tem sua possível saída associada, na reportagem, a um projeto de compor a nova equipe de Elmano de Freitas, no Ceará. Por aqui, aliás, especula-se que Guimarães esteja de olho numa possível candidatura a prefeito de Juazeiro do Norte, em 2028, o que daria sentido à sua vinda para um cargo com visibilidade no governo cearense.
As duas situações apontam para caminhos diferentes: Camilo pode ampliar sua responsabilidade nacional; Guimarães, redirecionar sua atuação para a política estadual. Isso não permite concluir, por enquanto, se o Ceará ganhará ou perderá espaço na futura composição do governo Lula.
O critério anunciado para as negociações com os partidos também merece atenção: quem ocupar cargos deverá apoiar o governo no Congresso. Cobrar compromisso dos aliados faz parte de uma coalizão. O teste será transformar esse apoio em capacidade de governar e entregar resultados à população.







