Fotos: Nícolás Leiva/O Otimista
Paulo Câmara, presidente do Banco do Nordeste (BNB), foi o personagem central do fórum econômico organizado pelo Lide Ceará, em Fortaleza, nesta quinta-feira (21). Durante sua apresentação, Câmara trouxe importantes novidades para os empresários e convidados presentes.
Uma das principais revelações foi a promessa de uma nova redução de juros por parte do BNB, prevista para ser anunciada em outubro. Essa iniciativa visa impulsionar o acesso ao crédito e fomentar o desenvolvimento econômico na região, contribuindo para alavancar os negócios e investimentos locais.
“A partir de 1º outubro, o Banco do Nordeste vai trabalhar com taxas mais baixas, podendo baixar ainda mais”, diz o presidente.
Além disso, o presidente do BNB anunciou uma linha de crédito significativa no valor de US$ 300 milhões destinada aos estados do Nordeste. Esses recursos serão direcionados para projetos de infraestrutura, um setor fundamental para impulsionar o crescimento regional e melhorar a qualidade de vida dos nordestinos.
Outra ação relevante é o aproveitamento da legislação fiscal que permite às empresas destinar até 2% do Imposto de Renda devido em 2023 para apoiar projetos sociais. O Banco do Nordeste pretende canalizar esses recursos para iniciativas que abrangem áreas cruciais, como esporte, infância e adolescência, idosos, cuidados oncológicos e saúde das pessoas com deficiência.
Paulo Câmara, que também é ex-governador de Pernambuco, expressou sua satisfação em viver em Fortaleza, onde a sede do Banco do Nordeste está localizada. Ele compartilhou sua afinidade com o Ceará, já que seu pai nasceu no estado, destacando o papel que o estado desempenha na economia regional.
Por fim, Câmara revelou estar em discussões com o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, para aumentar a participação do BNB no Orçamento da União em 2024. Isso se deve à crescente demanda por crédito para investimentos na região, que supera a capacidade atual do Banco.
“Se tivéssemos o dobro dos recursos que temos, ainda assim não daríamos conta da demanda”, explicou.





