A proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar um “Selo Acurácia Eleitoral” para reconhecer institutos de pesquisa que mais se aproximarem do resultado das urnas provocou reação de entidades do setor. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), além de institutos como Datafolha e Ipec, questiona a iniciativa por considerar que ela não reflete a natureza das pesquisas eleitorais.
Segundo as entidades, levantamentos de intenção de voto registram um retrato do momento em que são realizados e não devem ser tratados como previsões do resultado final. Na avaliação dos institutos, premiar quem mais “acerta” pode estimular práticas inadequadas, levando empresas a ajustar projeções para acompanhar tendências do mercado em vez de seguir rigorosamente os dados coletados.
Outro ponto levantado é que a credibilidade de uma pesquisa depende da metodologia, da transparência e do cumprimento de critérios técnicos, e não apenas da proximidade com o placar das urnas. O tema ainda está em discussão: o TSE abriu prazo até a próxima sexta-feira para receber sugestões e críticas antes da elaboração da versão final da resolução.




