O crédito já faz parte da vida de milhões de brasileiros. Seja para comprar um eletrodoméstico, enfrentar uma emergência ou simplesmente fechar as contas do mês, recorrer a empréstimos ou ao cartão virou algo comum. O problema é que essa decisão nem sempre termina como o consumidor imaginava.
Uma pesquisa da Serasa, realizada em parceria com o Instituto Opinion Box, mostra esse outro lado da história. Embora 57% dos entrevistados digam usar crédito com frequência e 48% afirmem que ele é essencial para manter o padrão de vida, 55% confessam que já se arrependeram de uma contratação.
Na maioria dos casos, o motivo é conhecido de quem já passou por isso: juros mais altos do que o esperado ou parcelas que, no papel, pareciam caber no orçamento, mas acabaram pesando bem mais no fim do mês. É uma situação comum. Muitas vezes a pessoa olha para o valor da prestação e deixa em segundo plano quanto aquela dívida realmente vai custar até ser quitada.
O levantamento também derruba a ideia de que tudo acontece por desinformação. A taxa de juros é justamente o item mais observado antes da contratação. Ainda assim, muita gente tem dificuldade para calcular o impacto total do financiamento ou do empréstimo ao longo dos meses.
Outro dado chama atenção. Quase todos os entrevistados — 97% — disseram que gostariam de aprender mais sobre crédito, enquanto 69% afirmaram ter interesse em entender como utilizá-lo de forma mais consciente. Os números mostram que existe disposição para tomar decisões melhores, mas a educação financeira ainda está longe de fazer parte da rotina da maioria das famílias.
Cartão de crédito, empréstimo pessoal e consignado continuam entre as modalidades mais utilizadas, principalmente para despesas do dia a dia, imprevistos ou reorganização das contas.

Especialistas recomendam que, antes de assumir qualquer dívida, o consumidor faça uma conta simples: avaliar não apenas o valor da parcela, mas quanto aquele compromisso vai comprometer o orçamento até o último pagamento.




