Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Na última sexta-feira (19), Fortaleza foi palco do lançamento da pedra fundamental do Instituto Tecnológico da Aeronáutica no Nordeste. Chamou a atenção a ausência da deputada Luizianne Lins (PT), uma das pré-candidatas a prefeita de Fortaleza pelo PT. Foi o bastante para o burburinho que se seguiu sobre os motivos.
O Palácio do Planalto afirmou que a deputada foi convidada, e em nota, alegou que ela “teria lugar no palco se tivesse comparecido”. A afirmação foi uma resposta a uma nota divulgada pela assessoria da petista, ainda na sexta-feira, com uma versão diferente. Segundo a nota, a ausência de Luizianne se deveu ao tratamento desrespeitoso que ela teria recebido em um evento anterior com o presidente, coordenado pelo MEC, que é comandado pelo senador Camilo Santana (PT).
De acordo com a assessoria, Luizianne foi impedida de entrar no acesso das autoridades e proibida de subir no palco onde estava o presidente.
“A deputada não irá se submeter a isto novamente, pois já basta de tanta violência política contra ela, que sempre foi apoiadora do presidente Lula, mesmo quando ele estava encarcerado na PF de Curitiba”, finalizou a assessoria da ex-prefeita.
Todo esse disse-me-disse acontece apenas alguns dias depois de Luizianne dar declarações de que não deve nada a Camilo Santana – “Nunca me ajudou em nada”, disse em entrevista, claramente chateada com a notória preferência do ministro pelo presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, como candidato petista à prefeitura da Capital.
O ministro Camilo Santana, pelo menos até o momento, preferiu não se manifestar sobre o ocorrido. Por outro lado, o deputado estadual Carmelo Neto, bolsonarista e presidente estadual do PL, expressou solidariedade à deputada Luizianne em suas redes sociais. Ele criticou o tratamento dispensado a ela pelo PT, sob a liderança de Camilo Santana, considerando-o “excessivamente desprezível”.




