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O projeto de reajuste salarial dos professores de Fortaleza será substituído antes mesmo de avançar na Câmara Municipal. A decisão foi tomada após a identificação de inconsistências no texto original, que poderiam comprometer o pagamento correto dos vencimentos. Com isso, a Prefeitura irá protocolar uma nova versão do projeto nesta quarta-feira (5), corrigindo os pontos questionados pela categoria.
Entre as falhas apontadas estão discrepâncias na carga horária dos profissionais, que no texto apareciam como 240 e 120 horas, enquanto o estatuto atualizado estabelece 200 e 100 horas. Outra correção será feita na descrição dos servidores de nível médio, garantindo que o reajuste esteja de acordo com o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do magistério.
De acordo com o líder do governo na Câmara, vereador Bruno Mesquita (PSD), o texto continha repetições de propostas de anos anteriores e seria inicialmente alterado por meio de um substitutivo. No entanto, a gestão optou por encaminhar um novo projeto já com as devidas modificações.
A necessidade de ajustes foi levantada pelo Sindicato União dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), que dialogou com representantes do Executivo para garantir que os professores não fossem prejudicados. O secretário municipal da Educação, Idilvan Alencar, afirmou que o governo vinha aplicando o reajuste com base nos cálculos antigos, mas que agora a carga horária atualizada será oficialmente adotada. Outra alteração será a unificação das tabelas de profissionais de nível médio e superior, atendendo a uma demanda da categoria.
Ainda segundo o secretário, os secretários escolares também serão incluídos no reajuste do piso do magistério, garantindo a equiparação prevista na nova proposta. Com a revisão, a expectativa é que o projeto reformulado seja apreciado e aprovado sem novos impasses.




