O trabalho de cuidado exercido dentro de casa, quase sempre sem remuneração e majoritariamente assumido por mulheres, será o foco de um novo projeto de extensão lançado nesta sexta-feira (08), no Centro Cultural do Bom Jardim (CCBJ), em Fortaleza. A iniciativa, intitulada “O Cuidado como um Direito: Desenvolvimento Econômico e Reconhecimento Jurídico do Trabalho Invisível das Mulheres”, é coordenada pela Escola de Extensão da Faculdade de Direito da UFC, em parceria com a Fundação Cetrede e apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O projeto conta com recursos destinados pela deputada federal Luizianne Lins e terá como público prioritário mulheres negras de baixa renda e mães solo da Capital. Ao todo, 150 mulheres serão capacitadas em temas ligados a direitos jurídicos, proteção de grupos vulneráveis e autonomia financeira.
A primeira turma inicia as atividades no próximo dia 11 de maio. Segundo a parlamentar, “é um projeto importante como laboratório para implementação de políticas públicas efetivas que beneficiem as mulheres que atuam no trabalho de cuidados sem remuneração”.
A proposta também dialoga com uma realidade apontada pelo IBGE: no Ceará, mulheres dedicam, em média, 24,4 horas semanais aos cuidados domésticos e familiares, enquanto os homens registram 12,6 horas.
Além da UFC e da Cetrede, participam da ação o Iface, o Instituto Zanja da Comunidade, o Movimento Saúde Mental e o projeto Colcha de Retalhos, ligado ao curso de Design-Moda da UFC.




