Cerca de 90% das empresas brasileiras têm origem familiar, respondendo por mais de 65% do PIB e pela maioria dos empregos formais. Apesar desse peso, estudos mostram que poucas conseguem sobreviver além da segunda geração. O desafio está na falta de governança, de processos claros e da preparação adequada das novas lideranças.
Esse foi o pano de fundo do 15º Meeting da CMGB Gestão de Negócios, realizado no BS Tower, em Fortaleza, que reuniu empresários, sucessores e executivos para discutir caminhos que garantam a continuidade das organizações. O encontro foi marcado por palestras e trocas de experiências voltadas à profissionalização da gestão familiar.
A consultora Claudia Blaia, com mais de quatro décadas de atuação, destacou que a perenidade não se resume a planejamento ou visão de mercado, mas exige formação de líderes preparados.
“É essencial investir no autodesenvolvimento e na profissionalização dos herdeiros, sustentando uma cultura organizacional transparente e voltada para resultados”, afirmou.
Outro ponto em debate foi a governança corporativa, abordada por Rogério Tsukamoto, que ressaltou a necessidade de adaptação às novas exigências do mercado. O evento reforçou que empresas familiares que investem em estruturas profissionais, treinam sucessores e criam indicadores de performance têm índices de sobrevivência muito superiores às que mantêm a centralização nas mãos do fundador.
Mais do que compartilhar conceitos, o Meeting consolidou-se como um espaço de atualização e conexão para quem busca transformar desafios em oportunidades e perpetuar negócios que fazem parte da história econômica do país.




