O setor mineral ganhou protagonismo na pauta exportadora do Ceará em 2025 ao registrar avanço expressivo nas vendas externas e ampliar sua relevância no comércio internacional do estado. As exportações somaram US$ 156,4 milhões, quase o dobro do ano anterior, movimento que elevou a participação do segmento para 6,8% do total exportado.
O principal motor desse desempenho foi o quartzito, responsável por metade do faturamento do setor e que colocou o Ceará na liderança nacional das exportações do produto. “O mercado internacional passou a reconhecer a qualidade e a versatilidade do quartzito cearense”, afirma Carlos Rubens Alencar, presidente do Simagran.
A diversificação da pauta também contribuiu para o resultado. Pedras de cantaria, magnésia calcinada e outros minerais ampliaram presença no exterior, reduzindo a dependência de um único item. Para a gerente do Centro Internacional de Negócios, Karina Frota, o avanço reflete “maior valor agregado, novos mercados e ganhos de competitividade”.
A demanda veio principalmente de Itália, Estados Unidos e China, que ampliaram compras em ritmos distintos, mas consistentes. Com importações limitadas, o saldo comercial do setor alcançou US$ 151,3 milhões, reforçando o peso dos minerais no desempenho externo do Ceará.




