Uma medalha reconhece uma trajetória, mas também abre espaço para discutir o que ela deixa para a sociedade. Ao receber a Medalha Mérito da Corte de Contas, na terça-feira (13), o conselheiro Edilberto Pontes trouxe essa reflexão ao Tribunal de Contas do Ceará (TCE-CE): “As instituições atravessam gerações, nós passamos por elas”, disse.
A mais alta honraria do Tribunal destacou seus serviços à administração pública e ao controle externo, especialmente durante a presidência do Instituto Rui Barbosa (IRB), entre 2022 e 2025. Indicada pelo conselheiro Valdomiro Távora, a homenagem foi aprovada por unanimidade pelo colegiado, “sobretudo, pela capacidade de transformar o conhecimento em contribuição efetiva para o aprimoramento das instituições”, como afirmou Távora.

Nos pronunciamentos, a formação acadêmica e a capacidade de articulação de Edilberto dividiram espaço com temas que alcançam a vida cotidiana: primeira infância, violência contra a mulher e desertificação. São agendas que ajudam a ampliar o debate sobre a fiscalização pública para além dos balanços e processos. “Colocar pessoas certas nos lugares certos produz verdadeiros milagres. Conselheiro Edilberto Pontes é prova disso, produziu muitos frutos, alguns deles intangíveis, mas essenciais para o bem-estar de todos”, disse p residente da Corte de Contas, Rholden Queiroz.
Diante de colegas, autoridades e familiares, o homenageado apresentou sua passagem pelo Tribunal como uma responsabilidade compartilhada. Preservar acertos, corrigir falhas e contribuir para quem vem depois foi o sentido de sua mensagem. Uma ideia que também oferece um critério para avaliar qualquer instituição pública: a utilidade que tem para a sociedade.
“Se ao final for possível dizer que contribui para tornar esta instituição um pouco mais forte, mais respeitada e mais útil à sociedade, terei encontrado uma recompensa que ultrapassa qualquer distinção pessoal”, agradeceu Edilberto.





