O Ceará pode sair na frente do país em uma área onde já é referência no mundo: o vento. Começou a tramitar na Assembleia Legislativa um projeto que pretende regulamentar a prática do kitesurf e do wingfoil no litoral cearense. A proposta, construída em diálogo com praticantes, escolas e operadores do setor, busca organizar uma atividade que cresce a cada temporada.
O texto define regras para escolas e instrutores, estabelece certificação profissional e cria parâmetros de segurança para a prática dos esportes. Também prevê mecanismos de fiscalização para garantir que a atividade se desenvolva de forma responsável nas praias do estado.
O ex-deputado Acrísio Sena, que articulou a iniciativa, destaca que a regulamentação nasceu do próprio ambiente do esporte. “Essa é uma pauta construída com diálogo e muito esforço de quem vive e acredita nesse esporte. A regulamentação fortalece a prática, organiza a atividade e valoriza ainda mais o potencial do nosso litoral”, afirmou.

O momento não poderia ser mais oportuno. O Ceará consolidou-se como um dos principais destinos de kitesurf do planeta, atraindo atletas e turistas de diversas partes do mundo. Dados da Secretaria do Turismo indicam que o turismo esportivo e de aventura movimentou R$ 1,387 bilhão na economia cearense em 2025, com cerca de 350 mil visitantesmotivados por atividades como o kitesurf.
Se aprovado, o projeto poderá fazer do Ceará o primeiro estado brasileiro a regulamentar oficialmente essas modalidades, transformando o que hoje é força natural — o vento — também em política pública para o esporte e o turismo.




