Foto: Ascom/PDT Nacional
Na noite desta quinta-feira (25), a Comissão Provisória do PDT do Ceará divulgou uma resolução partidária, assinada pelo presidente do órgão, Flávio Torres, que torna sem efeito todas as cartas de anuência para desfiliação aprovadas no ano anterior para deputados estaduais aliados de Cid Gomes (PDT).
A medida, tomada em consonância com as diretrizes do PDT Nacional, destaca que a concessão das cartas de anuência violou deliberações nacionais do partido. Tanto uma resolução de outubro passado quanto uma orientação de maio de 2022 apontaram que qualquer desfiliação de parlamentares necessitaria da aprovação do comando nacional do PDT.
A decisão atingiu, entre deputados estaduais eleitos e suplentes, Salmito Filho, Antônio Granja, Sérgio Aguiar, Romeu Aldigueri, Oriel Nunes Filho, Marcos Sobreira, Lia Gomes, Jeová Mota, Guilherme Landim, Osmar Baquit, Bruno Pedrosa, Helaine Coelho, Guilherme Bismarck e Tin Gomes.
Essas cartas, originalmente aprovadas durante o período em que Cid Gomes liderava o partido, agora fundamentam uma ação no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), onde os parlamentares buscam justificar uma possível desfiliação do PDT. Importante ressaltar que movimento semelhante foi realizado anteriormente pelo presidente da Assembleia, Evandro Leitão, hoje filiado ao PT.
Apesar de cartas semelhantes terem sido aprovadas para deputados federais do partido, a decisão anunciada nesta quinta-feira não menciona esses parlamentares, pois nenhum deles utilizou os documentos em ações judiciais. O comando da sigla destaca, no entanto, que uma resolução específica para esses casos será editada em breve.
Após a votação, Flávio Torres determinou a notificação da decisão à Justiça, marcando mais um capítulo nessa dissidência interna no PDT. O desenrolar desse episódio certamente terá implicações significativas, alimentando debates sobre as regras internas dos partidos e as nuances das relações políticas no estado.




