Ricardo Cavalcante: Mãos dadas contra o tarifaço

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Foto: Governador Elmano e os presidentes Amilcar Silveira (FAEC) e Ricardo Cavalcante (FIEC)

A reunião em Brasília que reuniu Governo do Ceará, empresários e o vice-presidente Geraldo Alckmin teve um objetivo claro: alinhar estratégias para enfrentar o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Com 51,9% das exportações cearenses voltadas ao mercado americano, o Ceará virou o epicentro da preocupação nacional. E lá estava Ricardo Cavalcante, presidente da FIEC, liderando a comitiva industrial com clareza e senso de urgência.

Cavalcante ressaltou a dimensão do impacto. Só os setores de pesca e calçados somam cerca de 150 mil empregos diretos — muitos deles ameaçados por tarifas que podem inviabilizar negócios.

“Exportar não é apertar um botão. Tem exigência sanitária, ambiental, é complexo. Por isso, precisamos de articulação e ação coordenada”, defendeu.

Com apoio técnico do Observatório da Indústria e do Centro Internacional de Negócios da FIEC, a entidade mapeia impactos e projeta cenários. A palavra de ordem é união: “Estamos de mãos dadas”, resumiu Cavalcante, que segue em articulação direta com CNI, governos e empresários. O desafio é grande — e o prazo, curto: o tarifaço entra em vigor já no dia 1º de agosto.