A discussão sobre a Chapada do Araripe voltou a ter espaço na tribuna da Assembleia Legislativa com um apelo do deputado Salmito por mais racionalidade técnica no debate ambiental envolvendo a região do Cariri.
Durante o pronunciamento, o parlamentar procurou diferenciar as áreas de proteção integral das unidades de uso sustentável, como é o caso da APA da Chapada do Araripe. Segundo ele, a própria legislação federal permite atividades produtivas em APAs, desde que respeitados critérios ambientais e medidas de preservação.
A fala ocorre em meio ao aumento das discussões sobre agricultura, uso de defensivos e possíveis impactos ambientais na região. Salmito defendeu a elaboração do plano de manejo pelo ICMBio como instrumento essencial para estabelecer regras claras sobre o que pode ou não ser desenvolvido na área.
Na avaliação do deputado, a falta dessa regulamentação acaba ampliando conflitos e insegurança jurídica. Ele também criticou o que classificou como “terrorismo ambiental” e desinformação sobre possíveis contaminações de água na Chapada.
Ao abordar o uso de drones na agricultura, Salmito argumentou que a tecnologia reduz a exposição direta do trabalhador rural aos defensivos e melhora a precisão da aplicação. O parlamentar ainda reforçou que agricultores familiares não podem ser tratados como adversários da preservação ambiental.
No centro da discussão está um desafio cada vez mais presente no Ceará: conciliar proteção ambiental, atividade econômica e geração de renda em áreas ambientalmente sensíveis sem transformar o debate em disputa ideológica.




