Fotos: Carlos Gibaja e Helene Santos
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, confirmou que o sistema de reconhecimento facial estará ativo na Arena Castelão a partir das finais do Campeonato Cearense, marcadas para os dias 15 e 22 de março. O objetivo é reforçar a segurança dos torcedores dentro do estádio, impedindo a entrada de pessoas proibidas de frequentar eventos esportivos.
O anúncio foi feito durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, na qual Elmano explicou que a tecnologia permitirá identificar e barrar indivíduos com restrições judiciais, proporcionando um ambiente mais seguro para os frequentadores.
“Quem entrar no Castelão passará pelo reconhecimento facial. Aqueles que não podem estar no estádio serão impedidos de entrar, garantindo mais segurança para todos”, afirmou o governador.
Na reunião de alinhamento, estavam presentes dirigentes de Ceará e Fortaleza, além do presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio. Representantes dos clubes se mostraram favoráveis à iniciativa. O presidente do Fortaleza, Rolim Machado, destacou que o Estado sai na frente ao implementar a tecnologia.
“Seremos pioneiros e o Fortaleza apoia integralmente essa medida, que traz mais confiança ao torcedor”. O presidente do Ceará, João Paulo Silva, reforçou que a segurança é um fator essencial: “Essa novidade chega no momento certo, proporcionando mais tranquilidade aos torcedores”.
O governador não detalhou o processo de implantação do sistema, mas testes internos com reconhecimento facial já vinham sendo realizados desde o ano passado, conforme apurado. A expectativa é de que essa fase tenha servido para ajustes antes da utilização oficial.

Reconhecimento facial no futebol cearense
A implementação do reconhecimento facial no Castelão segue diretrizes já discutidas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). Em dezembro de 2024, o órgão anunciou que a tecnologia faria parte de um conjunto de medidas voltadas à segurança dos torcedores, com previsão inicial de conclusão até julho deste ano. O coordenador do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudtor), Edvando França, explicou na época que a estrutura já estava em fase avançada, incluindo a instalação de hardware no Estádio Presidente Vargas (PV).
O funcionamento do sistema está baseado em um banco de dados vinculado ao CPF do comprador do ingresso. Caso um torcedor tenha restrição para frequentar jogos, a compra será bloqueada. Se houver alguma tentativa de burlagem, a identificação ocorrerá pelas câmeras posicionadas nas catracas de acesso, que automaticamente impedirão a entrada. A tecnologia, conhecida como Córtex, já está em operação em outras regiões do Brasil para monitoramento de grandes eventos.
Violência em estádios e necessidade de controle
A decisão de antecipar a implantação do reconhecimento facial vem em um contexto de preocupação com a segurança nos estádios do Ceará. Nos primeiros jogos do Campeonato Cearense deste ano, episódios de violência foram registrados, incluindo confrontos entre torcedores dentro das arquibancadas, tanto no Estádio Presidente Vargas quanto no Domingão, em Horizonte. O uso da tecnologia busca coibir essas ocorrências, identificando torcedores reincidentes e evitando o acesso de indivíduos com histórico de envolvimento em brigas.
O Castelão, maior arena esportiva do Estado, recebe partidas de grande porte e eventos nacionais, sendo estratégico para a aplicação da tecnologia. A expectativa é que, com o sistema funcionando nas finais do Cearense, ele possa ser expandido para outros jogos e competições, ampliando a segurança do futebol cearense.




