A provável ascensão de Alex Martins ao comando da Associação Brasileira da Indústria de Panificação (Abip) ocorre sem disputa: chapa única e caminho aberto para um mandato que pode reposicionar o setor nacional. À frente do Sindpan, ele construiu uma atuação marcada por articulação e foco em resultados práticos — credenciais que pesaram no apoio de lideranças como o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante (na foto, com Martins).
“Acreditamos que, sob sua condução, a ABIP seguirá fortalecendo a indústria de panificação e confeitaria no Brasil, promovendo inovação, competitividade e representatividade para todo o segmento”, justifica Cavalcante
A sinalização é de continuidade com ajustes. Martins pretende manter projetos da gestão de Paulo Menegueli, mas com ênfase em iniciativas que cheguem à ponta: as padarias de bairro, muitas vezes fora do radar das grandes políticas setoriais.
Nesse ponto, ganha destaque a ideia de ampliar redes de compras — estratégia já testada no Ceará — como forma de reduzir custos e fortalecer pequenos negócios. “Vimos que realmente ela faz uma diferença não só para os panificadores, mas também ajuda a rentabilizar os sindicatos e associações”, destaca Martins.
Ao mirar o “chão da padaria”, a futura gestão indica um movimento de descentralização: menos foco institucional e mais impacto direto no cotidiano do panificador.
Se confirmado, o comando de um cearense à frente da entidade que representa mais de 100 mil estabelecimentos no país reforça o protagonismo regional em setores tradicionais da economia.




