A aprovação do desembargador Paulo Régis Machado Botelho na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado abre caminho para que o Ceará volte a ocupar espaço em um dos principais órgãos de controle do Judiciário brasileiro. Indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), ele ainda precisa passar pelo plenário, etapa que tende a ser protocolar, antes da nomeação pelo presidente da República.
Caso confirmado, Paulo Régis assumirá uma das cadeiras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), instância responsável por supervisionar a gestão administrativa e financeira dos tribunais. O órgão, presidido pelo chefe do Supremo Tribunal Federal (STF), tem papel estratégico na definição de diretrizes e no acompanhamento da eficiência do sistema judicial.
Na sabatina, o magistrado destacou a disposição para o diálogo institucional. “O CNJ precisa dialogar com outras instituições”, afirmou, ao defender uma atuação baseada na escuta e na construção de consensos.
Com trajetória iniciada na magistratura trabalhista em 1993 e passagem pela direção da Escola Judicial do TRT-7, o desembargador reúne formação acadêmica que transita entre o Direito e o Jornalismo. A indicação reforça um perfil técnico para um colegiado que decide sobre temas sensíveis à Justiça brasileira.
A expectativa é de que a votação em plenário ocorra ainda neste mês, consolidando mais um nome nordestino em um espaço de influência nacional.




