A proposta de levar o Estado até onde o cidadão está ganhou mais um capítulo em Fortaleza. A 12ª edição do “Governo do Brasil na Rua”, realizada no Cuca Pici, traduz uma estratégia que busca reduzir distâncias — físicas e burocráticas — no acesso a serviços públicos.
A presença de autoridades como o governador Elmano de Freitas, o ministro Guilherme Boulos e o prefeito Evandro Leitão reforça o caráter institucional da ação, que reúne União, Estado e Município em torno de uma agenda comum. Mais do que simbolismo político, o teste real está na capacidade de entrega.
“Muitas vezes, o povo que mais precisa é que tem que ir atrás do governo para conseguir serviços. Então, tem que entrar no Gov.br, aí cai a internet. Entra no 0800, precisa anotar protocolo. Tudo isso é difícil. Então, o presidente pediu: ‘vamos levar o governo para a rua, para o povo’”, declarou Boulos.
“Um projeto que investe no capital humano, que acredita nas pessoas. É para isso que existem as políticas públicas”, completou Evandro Leitão.
No primeiro dia, a procura por perícias do INSS evidenciou um gargalo conhecido: a fila previdenciária. Ao mesmo tempo, serviços como vacinação, formalização de MEI e inscrição no Minha Casa, Minha Vida mostram a diversidade de demandas concentradas em um único espaço.
A lógica é simples: concentrar atendimentos para ganhar eficiência. Para quem precisa resolver pendências de saúde, renda ou moradia, evitar deslocamentos múltiplos já representa um ganho concreto.
A mobilização de 11 ministérios e de instituições como Caixa, Banco do Brasil, Sebrae e Correios, além de órgãos estaduais como Detran e Cagece, amplia o alcance da iniciativa. Resta observar se ações pontuais como essa terão continuidade suficiente para produzir impacto duradouro.




