TRE julga na próxima segunda-feira (31) se a bancada do PL na Assembleia será cassada

A Corte julgará os embargos à decisão que no último mês de maio cassou a chapa do PL na Eleição de 2022, no Ceará.

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Foto: Arquivo

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará marcou para esta segunda-feira (31) o julgamento dos embargos à decisão que cassou a chapa do Partido Liberal (PL) na eleição de 2022. Os embargos são recursos apresentados pela defesa dos deputados estaduais do PL cearense, Dra. Silvana, Marta Goncalves, Carmelo Neto e Alcides Fernandes, que foram cassados por fraude à cota de gênero da legenda nas eleições.

A cassação ocorreu em um julgamento anterior, realizado em 30/5, e o placar foi apertado, com 4 votos a favor da condenação e 3 contra. Esse fato por si só indica que há questionamentos sobre a decisão. Os advogados contratados pelo presidente do PL, Acilon Gonçalves, apresentaram os embargos de declaração com o objetivo de esclarecer contradições ou omissões na decisão anterior.

A defesa da deputada Dra. Silvana, uma das cassadas, mostrou confiança na tese apresentada pela banca de advocacia de Brasília que a representa. Ela ressaltou que acredita na inocência da chapa e questionou por que os deputados são condenados se o presidente do partido foi absolvido, alegando que não tinham conhecimento da situação.

Os embargos de declaração são um recurso comumente utilizado para buscar maior clareza nas decisões judiciais, e neste caso, o PL busca reverter a condenação no TRE do Ceará, pois é esperado que os interessados no processo e na condenação recorram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

A decisão do julgamento dos embargos é de grande importância, uma vez que pode impactar não apenas os parlamentares envolvidos, mas também os suplentes de outros partidos. Os maiores interessados na manutenção da condenação do PL são os suplentes do PDT, MDB e PT, que assumiriam as vagas caso a decisão seja mantida.