O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o norte-americano Donald Trump tiveram, nesta terça-feira (23), um rápido encontro nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. A interação ocorreu logo após o discurso do brasileiro e antes de Trump subir à tribuna. Segundo o Planalto, foi o republicano quem tomou a iniciativa de conversar, sinalizando disposição para um diálogo mais amplo, previsto para a próxima semana.
Apesar do clima amistoso, a aproximação acontece em meio a tensões entre Brasília e Washington. O governo americano endureceu sua postura contra o Brasil após manifestações de apoio de Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro, aplicando sanções e tarifas sobre produtos brasileiros. A reunião anunciada gera expectativa tanto no campo diplomático quanto no econômico — a simples sinalização de entendimento já repercutiu positivamente no mercado, com valorização do real e alta na Bolsa.
Durante o discurso na ONU, Lula criticou sanções unilaterais e ações militares na região do Caribe, enquanto a delegação dos Estados Unidos manteve-se em silêncio. Já Trump, ao final de sua fala, confirmou publicamente a reunião com o brasileiro e disse ter sentido “excelente química” no breve contato. Para assessores de Lula, o gesto é considerado uma vitória diplomática, embora haja receio de que o americano use o encontro para pressionar o governo brasileiro.




