A homenagem feita pela Assembleia Legislativa do Ceará à presidente do Senge-CE, Teodora Ximenes, não foi só mais uma cerimônia protocolar. Teve algo ali que chamou atenção — talvez porque, no fundo, ela represente uma mudança que vem acontecendo devagar, quase sem alarde, dentro de um setor que sempre foi dominado por homens: a engenharia.
A sessão, proposta pela deputada Jô Farias (PT), também reuniu outras profissionais homenageadas, e acabou puxando um assunto que, sinceramente, ainda precisa ser muito mais discutido: a presença das mulheres nos espaços de decisão. Nesse cenário, o nome de Teodora Ximenes ganha um peso diferente. Não é só sobre a trajetória dela, mas sobre o que ela representa para tantas outras engenheiras que ainda estão tentando ocupar seu espaço.
Quando pegou o microfone para agradecer, Teodora foi direta, sem rodeios: “Cada mulher que ocupa espaços de liderança e decisão na engenharia abre caminhos para que mais meninas e jovens possam acreditar que pertencem a essa profissão e têm o direito de sonhar e transformar a sociedade por meio do conhecimento e da inovação.” Pode parecer só uma frase bonita — e é — mas também carrega uma verdade simples: ainda tem muita porta que precisa ser aberta. E não só na engenharia.




