A conquista de Lauro Chaves na University of Massachusetts vai além de um título acadêmico. Com avaliação “Excelente” no pós-doutorado em Estratégia Empresarial, o assessor econômico da FIEC traz para o debate local uma pergunta incômoda: estamos usando a inteligência artificial como estratégia ou apenas como ferramenta?
A pesquisa mostra que empresas que adotam IA crescem mais — quase o dobro. Mas o dado mais revelador não está no percentual, e sim no diagnóstico. “O uso ainda é tático e fragmentado”, resume o pesquisador. Em outras palavras: muita tecnologia, pouca visão de longo prazo.
Há diferenças culturais claras. Nos Estados Unidos, a vantagem competitiva é pensada de forma objetiva, quase cirúrgica. No Brasil, ela é mais contextual, mais estratégica — ainda que com dificuldades de alinhamento interno. Nenhum modelo é perfeito. Ambos estão em transição.
O mérito do estudo está em lembrar o óbvio que muitos ignoram: estratégia deixou de ser luxo. Virou condição básica. E o apoio institucional da FIEC reforça um ponto essencial — investir em gente qualificada é investir na competitividade do próprio Ceará.




