Educação emocional entra na agenda pública de Fortaleza

Iniciativa prevê ações voltadas a estudantes, famílias e profissionais da educação.

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A pauta da saúde emocional vem ganhando espaço nas discussões sobre políticas públicas, e Fortaleza decidiu entrar de vez nessa conversa. A Prefeitura assinou uma declaração de apoio à Rede Internacional de Educação Emocional e Bem-Estar (RIEEB), iniciativa que reúne cidades interessadas em desenvolver ações voltadas ao bem-estar, à convivência e à prevenção da violência.

Na prática, a proposta busca aproximar áreas que nem sempre caminham juntas, como educação e saúde, numa tentativa de olhar para os problemas de forma mais ampla. A ideia é fortalecer ações voltadas não apenas aos estudantes, mas também às famílias e aos profissionais que convivem diariamente com os desafios das escolas e dos serviços públicos.

Durante o encontro, a secretária municipal da Saúde, Gabriella Aguiar, destacou a importância de incorporar o tema às políticas já existentes. Segundo ela, é preciso tratar a saúde emocional como parte do cuidado integral com a população. “Cuidar das emoções também é cuidar da saúde”, afirmou.

A primeira-dama de Fortaleza, Cristiane Leitão, ressaltou que o fortalecimento de vínculos e o acolhimento devem estar presentes nas ações desenvolvidas pelo município. Para ela, iniciativas desse tipo ajudam a construir uma cidade mais humana. “Precisamos olhar para as pessoas de forma integral”, disse.

O tema, que até pouco tempo aparecia de forma secundária nas políticas públicas, passou a ocupar posição mais central após o aumento das discussões sobre ansiedade, violência e qualidade de vida. Nesse contexto, a assinatura do documento também aproxima Fortaleza do projeto Emocidades, uma rede internacional que incentiva a troca de experiências entre municípios interessados em desenvolver iniciativas ligadas à educação emocional.

Criador do Emocidades, Jaume Pugès defendeu a cooperação entre cidades como caminho para ampliar o alcance dessas políticas. “Compartilhar experiências acelera transformações positivas”, afirmou.

Para os coordenadores da rede, o avanço desse tipo de proposta depende justamente da capacidade de trocar conhecimentos e replicar iniciativas bem-sucedidas. A lógica é simples: o que funciona em uma cidade pode servir de inspiração para outra.

Mais do que um gesto simbólico, a adesão mostra que temas como acolhimento, saúde mental e desenvolvimento emocional estão deixando de ser assuntos restritos a especialistas para entrar, cada vez mais, na agenda das administrações públicas.