O segundo turno pode oferecer ao eleitor algo que faltou na primeira etapa: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) frente a frente, respondendo um ao outro.
Ausentes dos debates anteriores, os dois sinalizam agora disposição para participar, embora ainda não tenham confirmado em quais encontros estarão.
A agenda prevê confrontos na Record, em 11 de outubro, na Band, dia 18, e na Globo, dia 23, antes da votação de 25 de outubro.
Mais do que uma disputa por frases de efeito, esses encontros podem ajudar a esclarecer escolhas.
Para Lula, será a oportunidade de defender os resultados do governo e explicar o que pretende mudar.
Para Flávio, de detalhar suas propostas e mostrar como pretende colocá-las em prática.
Ambos terão de responder também às perguntas incômodas, aquelas que dificilmente aparecem na propaganda.
O desafio será fazer o debate chegar a quem ainda hesita, inclusive entre votar e ficar em casa.
Emprego, segurança, saúde e custo de vida oferecem caminhos mais úteis para essa conversa do que a troca de acusações.
Um bom desempenho pode render manchetes e vídeos nas redes, mas convencer exige respostas que resistam ao dia seguinte.
A presença dos candidatos é o primeiro passo. O ganho para o eleitor dependerá do conteúdo que levarem ao palco.




