Ciro: “Essa faca ainda está ardendo nas minhas costas”

O ex-ministro e ex-governador pela primeira vez expõe as mágoas pelo rompimento com o irmão Cid Gomes

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Foto: Reprodução de vídeo da entrevista

O ex-candidato a presidente da República e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) abordou, pela primeira vez desde as eleições de 2022, o rompimento com seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT). Em entrevista ao Diário do Nordeste, Ciro expressou sua dor ao afirmar que “esta faca ainda está ardendo muito nas minhas costas”, mas pediu para não fazer comentários adicionais sobre o irmão.

Ciro também destacou que nunca se considerou o protagonista incondicional de seu grupo político, sempre dando espaço para o surgimento de outras lideranças. Ele mencionou a primeira eleição para governador de Cid Gomes, em 2006, quando teve a oportunidade de pleitear a candidatura, mas abriu mão dela em favor do irmão.

“Lúcio Alcântara abriria mão para que eu, Ciro Gomes, fosse o candidato. Tasso Jereissati insistiu para que eu fosse o candidato, e eu disse: ‘vocês não estão entendendo, a minha preocupação com a renovação do Ceará passa também por mim’. (Mas) Não estou arrependido”, declarou.

O distanciamento entre os irmãos ocorreu durante a campanha eleitoral de 2022. Ciro, então candidato à presidência, apoiou o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), para o governo do Ceará. Por sua vez, Cid decidiu não apoiar Cláudio e manteve-se neutro no pleito, o que, na prática, beneficiou o candidato Elmano de Freitas (PT), que acabou eleito.

Na entrevista, Ciro reiterou mais uma vez à disposição de não mais se candidatar a qualquer cargo político.