Com indústria em alta e crédito farto, Ceará registra crescimento econômico

Estado fecha janeiro com avanço superior à média do país e sinais de retomada firme.

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Foto: Fernando Cavalcante

A atividade econômica do Ceará registrou crescimento de 2,4% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro de 2024, segundo dados do Banco Central. O avanço acompanha os resultados do Índice de Atividade Econômica Regional do Nordeste (IBCR-NE), que reflete o desempenho conjunto da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

A análise do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste, aponta a indústria de transformação como um dos principais vetores do resultado positivo. Em janeiro, a produção industrial no estado cresceu 7,9%. O comércio também contribuiu, com destaque para a alta nas vendas de veículos, peças e motocicletas (8,1%) e de materiais de construção (15%).

O ambiente de crédito favorável aparece como outro fator de impulso. Segundo o economista-chefe do Banco do Nordeste, Rogério Sobreira, “a expansão da oferta de crédito vem sustentando a demanda e favorecendo o investimento, mesmo com os juros ainda em patamar elevado”.

Dados do BNB mostram que os financiamentos destinados à indústria cearense saltaram para R$ 190 milhões em janeiro de 2025, o que representa um aumento de mais de 1.300% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No varejo, o Crediamigo — programa de microcrédito do banco — contratou mais de R$ 251 milhões no estado, alta de 34,2% em um ano.

Sobreira destaca que a atuação do banco tem ajudado a suavizar os efeitos de oscilações econômicas.

“A política anticíclica do BNB tem sido importante para manter o ritmo da economia regional”, afirma.

O desempenho do Nordeste como um todo também segue acima da média nacional. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janeiro, a região cresceu 3,9%, ligeiramente acima da média brasileira, que ficou em 3,8%.