Roberto Pessoa: “Política? Só depois da quadrilha”

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Foto: Roberto Pessoa e a filha deputada federal Fernanda Pessoa (Reprodução)

No compasso do forró, Roberto Pessoa ensina: política, só depois da convenção. Vestido de São João — como ele mesmo se definiu — o prefeito de Maracanaú escapou com ginga das perguntas sobre a filiação de Roberto Cláudio ao União Brasil. Nada de comentar sobre o novo aliado de partido, muito menos sobre federação com o Progressistas, base do governador Elmano. “Eu só gero Maracanaú”, desconversou, direto do cenário junino montado no município que ele governa.

O posicionamento de Pessoa é mais do que cautela de quem já viu muito na política. É o reflexo de um grupo plural, formado por ex-adversários, aliados de ocasião e pragmáticos por natureza. A costura que une União Brasil, PT e Progressistas em torno da gestão municipal é sólida na prática, mas imprecisa quando o tema é sucessão estadual.

É até previsível que, com tanta gente diferente no mesmo arrasta-pé, surjam impasses. Por enquanto, Roberto dança conforme a música. E, pelo visto, não vai mudar de ritmo antes de 2026.